Chegamos quase 10h da noite em Johannesburg e fomos direto para uma Guest House velha e meio mal-assombrada, inclusa no pacote que eu e a Eliane compramos. Como era pra passar apenas a primeira e a última noite e deixar lá as nossas malas durante o Safari, aceitamos sem problemas. Mas o serviço não foi agradável e fiquei pasma quando descobri que estavam servindo água da torneira para bebermos. Em África, isso não é muito recomendado, rs.

No outro dia, acordamos às 6h para irmos ao Kruger Park. Foram 9 horas de carro, passando por alguns pontos turísticos, a exemplo da Piligrims Rest, cidade onde moravam os "caçadores" de ouro, Lisbon Falls e God´s Window, com paisagens lindíssimas. Chegamos num hotel super confortável, que serviu para compensar a velha Guest House, rs.






Neste mesmo dia, às 17h, fomos para o Safari, em busca dos animais de hábitos noturnos. O carrinho é uma gracinha, o passeio na mata uma tranquilidade, mas a decepção foi não ter conseguido ver nenhum animal além das inúmeras e tão comuns impalas. Pelo menos assistimos ao pôr do sol numa grande rocha, tomando uma coca-cola, rs. Jantamos no hotel com tudo o que tínhamos direito e felizes por uma taça de vinho custar apenas usd 1,80. Na Africa do Sul, tudo é muito barato!
No segundo dia, tudo marcado com o guia para partirmos às 5h45 da manhã. Dessa vez, o Safari seria durante o dia todo. A sensação de fazer um Safari é de estar num Zoológico ao contrário. Desta vez, são os humanos que não podem sair da jaula. É terminatemente proibido sair do carro, a não ser nos lodges do parque que têm restaurantes, giftshops e casas de banho. O legal é ver os animais em seu habitat natural, sem medo, fazendo o que querem, comendo quando querem, andando onde querem.





Vimos quase todos os animais, mas não vou mentir que já estávamos meio desesperadas pela manhã pq não aparecia nenhum bicho, rs. Uma das Elis estava com o "pé frio". E não era eu pq eu não podia tirar a meia e nem o tênis, né Eli? rsrs. Mas no final, valeu a pena! Mas um jantar com tudo que tem direito no hotel e mais um dia de safari das 5h45 às 10h da manhã. Depois voltamos para Johannesburg, numa viagem mais curta. O último dia em Joburg foi ótimo para passear nos grandes shoppings da cidade e feirinha de artesanato. Fizemos compras no aeroporto também, na tentativa de gastar todos os Rands restantes.
Na chegada em São Paulo, eu ainda estava na grande expectativa de conseguir uma passagem para Salvador, já que a incrível agência de viagens falhou mais uma vez e não me mandou uma. Mas não foi tão difícil assim, consegui de primeira. Era, então, hora de me despedir de mais uma amiga e companheira de aventuras e respirar fundo para mais uma etapa de vida.






FESTA DO BUBU - A Carol aproveitou o níver dela para fazer uma festinha típica angolana. Todo mundo de bubu pra colorir a festa. Essa roupinha angolana vai ficar marcada. O engraçado é ver que ela está invadindo o Brasil. Vi uma pessoa na Praia do Forte, outra no shopping e até a Luísa Brunnet pousando de bubu para a Caras. Sem falar no Saulo da Banda Eva que gravou o último DVD do grupo com a veste africana e canta a música Festa da Kizomba. Adorei, tô na moda, rs. E essa foi mais uma festinha pra dar muita risada. Valeu Carol!
AS ÚLTIMAS - Dezembro é um mês bem devagarzinho em Angola, já que a maioria das pessoas tira férias para passar a quadra festiva em casa. Minha passagem estava marcada para o dia 16 e vi os meus amiguinhos partindo um por um. Claro que alguns ficaram e ainda me deram a maior força. Volta e meia, e em menor número, nos encontrávamos para um joguinho, uma prainha ou uma jantinha (não necessariamente nessa mesma ordem). Tudo pra não ver passar o tempo...

E pra despedir, os amiguinhos se juntaram pra uma festinha em plena segunda-feira. Nessas horas a gente vê que amigo que é amigo bebe e vai dormir tarde na segunda-feira só para se despedir do outro amigo. Um agradecimento especial para o Sergiô, à Dayana & Marcelo, à Eli e à familia feliz da Sarinha por cuidarem de mim nos últimos dias.




Claro que a despedida dói, a saudade dói mais ainda, mas as lembranças que ficaram são as melhores possíveis. Amo vcs!








Marcamos presença nos principais pontos turísticos: Pelourinho, Elevador Lacerda, Mercado Modelo, Forte São Marcelo, Solar do Unhão, Igreja do Bonfim, Ribeira, Ponta do Humaitá, Rio Vermelho, Porto da Barra, Farol da Barra, Cristo (pra quem não sabe Salvador tb tem um), Dique do Tororó, Praia do Flamengo e Forte São Diogo. 


Além dos passeios, tivemos um excelente festival gastronômico na Marina Contorno, Restaurante Iemanjá, Churrascaria Sal e Brasa, Acarajé da Regina, Barraca do Lôro e casa da Dona Eunice. Charles provou e aprovou tudo: moqueca, bobó, vatapá, acarajé, farofa, churrasco, mingau de tapioca, lambreta, carangueijo e frutas que não acaba mais. Virou fã de carteirinha de água de côco, caipirinha de limão e caipiroska de morango. Vai levar um tempinho até ele conseguir perder todas as calorias baianas adquiridas nestas férias, rs.

Fiquei muito feliz por ele ter se ambientado tão depressa e adorado conhecer a minha família e os meus amigos. Pra encerrar com chave de ouro, o casamento de Paloma & Beto, inesquecível e lindo em todos os detalhes. Nada comparado aos casamentos monótonos da França, segundo ele.
