sábado, 28 de abril de 2007

Sou louca por forró e arrastapé... Reflexões sobre o forró

Já tinha dito que este blog não seria para reflexões, mas considerando as últimas festas de forró que tenho ido, preciso fazer esses comentários. A questão é que eu amo forró - música e dança - e eu fico indignada com os protocolos que essa sociedade machista ainda segue.

Acontece que aquele papo de que a mulher está ganhando espaço, pratica atividades antigamente consideradas masculinas, usa calças e paletó, sai pra trabalhar o dia inteiro, é chefe de família e que isso tudo a deixa em pé de igualdade com o sexo masculino é só fachada. Pra resumir, a questão é a seguinte: por que eu, mulher solteira, maior de idade, independente e livre, quando quero sair pra dançar forró preciso esperar que um cavalheiro se levante, vá com a minha cara e me convide???

Como uma boa aquariana, prego sempre a igualdade, principalmente entre os sexos, e vejo que a sociedade tem se esforçado para melhorar isso mas continua ignorando pequenas ações como o simples convite para a dança. Eu tb quero ter o poder de escolher com quem e quando quero dançar, ao invés de apenas aceitar e recusar convites - isso quando eles surgem!

Tá bem, sei que o romantismo da iniciativa masculina é lindo - e eu me considero romântica muitas vezes, mas o que não dá é viver sonhando que isso um dia aconteça e, enquanto isso, vou perdendo várias músicas que gostaria de me acabar de dançar. Hoje em dia, minhas amigas riem e consideram um ato "cara-de-pau", quando chamo um homem pra dançar. Mal sabem elas que, para o bem de todas as mulheres, estou tentando fazer com que as pessoas mudem esse ponto de vista machista (que inclusive muitas mulheres ainda têm).

Unam-se a mim! Chamem um homem pra dançar sem segundas intenções!!! rs.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Encerrando ciclos

Hoje encerrei mais um ciclo em minha vida. Depois de quase 5 anos de dedicação ao HP, é rompido o cordão umbilical e eu, bebê, caio no mundo. Pára tudo!!! Eu queria dizer que estou desempregada pela primeira vez na minha vida profissional (isso é triste mas, considerando-se o motivo, é ótimo!).

Tenho que admitir que apesar dos pesares (que existem em todas as empresas que não estão classificadas como uma das 100 melhores da revista Exame), eu gostava de trabalhar lá. Sofri tempestades de tédio durante o estágio de um ano (e remunerado, o que é muito difícil nesse sacrificado mercado publicitário!) mas lembro-me daquela empolgação de recém-formada, quando qualquer pequena responsabilidade era tida como a missão do século.

O salário sempre agradou mas tenho que confessar que nunca esperava por ele (talvez pq não tinha uma grande prestação a pagar no final do mês ou nunca ter deixado a temível bola de neve invadir a minha conta bancária). Sempre fiz minhas lições de casa pensando no retorno para a Instituição (sim, eu vestia a camisa da empresa e acho que não vale a pena trabalhar sem vestir) e no meu crescimento profissional.

Depois de 3 anos, o merecido reconhecimento pelos esforços prestados: a promoção. Engraçado que, dessa vez, eu pensei no $$$ (que foi pouco e tenho certeza que valho muito mais). Mas, tudo bem, o reconhecimento profissional é muito mais importante e as atribuições, também, ficaram super interessantes.

Hoje (agora é de verdade!) foi meu último dia de HP e eu fico feliz de encerrar um maravilhoso ciclo. Maravilhoso pelo que aprendi, pelas pessoas que conheci e pelas oportunidades que tive. Espero poder começar, agora, um novo ciclo ainda melhor e mais produtivo do que este (e que os anjos digam Amém!). Na foto, da esquerda para a direita, Flávia, Isis, Célia, eu e Flávio.

Na sequência, um texto (que, na verdade, não concordo 100%) do sábio Fernando Pessoa sobre o encerramento de ciclos.



Encerrando ciclos

(Fernando Pessoa)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Você pode passar muito tempo se perguntando por que certas coisas acontecem. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças, significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante! Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...

E lembra-te:“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”

Eu e as piriguetes do verão (rs!)


Níver de Júlia ontem e o reencontro das piriguetes do verão 2007, rsrs. Na verdade, nem foram tantos encontros assim e nem todas as meninas da foto são piriguetes (seria injustiça minha!). Mas os poucos encontros foram inesquecíveis e deram muito o que falar. Quando eu me lembro do show de Ivete e Banda Eva... quando eu me lembro da Trivela... Meninas, que bom que vcs têm uma amiga como eu: minha boca é um túmulo, kkkkk.

domingo, 15 de abril de 2007

3 mosqueteiras (ou seria forrozeiras?)


Pra noite ficar legal, bastam boas amigas.
Livona, eu e Ilcona no forrozinho.
E tem gente me devendo forró ainda...
Quero ver se eu vou embora sem...
Rsrs

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Ontem teve uma feeeeesta...

... bolo e guaraná, muito doce pra Livinhaaaa.
Níver de Livona no Moema. O fim de semana acabou em batata!
E foi suuuperlegal (com sotaque paulista) rever o G10. Em peso, né? Só faltaram 3. O único problema é que é muito pouco tempo pra saber as novidades de todas e botar as fofocas em dia. Adorei revê-las! Até o próximo sábado! Parabéns Livona!!!

Pá, Livona e euLião e a batata
Pá, Lelão e eu
Di e Cão