sábado, 5 de abril de 2008

South Africa

Eita ferias corridas! 15 dias foram poucos para rever amigos e família em Salvador e conhecer a Africa do Sul. Apesar do tempo curto, foi recompensante e valeu a pena. Depois de 10 dias em Salvador, la vou eu mais uma vez para o aeroporto, nesta minha vida nomade, pegar o avião de volta para Angola. Antes de chegar a Luanda, uma parada na Africa do Sul para aumentar a lista dos lugares no mundo já visitados, rs.

Foram 2 horas de viagem de Salvador ate São Paulo, onde encontrei a Livia, a Ana Cristina e o Morais, um amigo angolano da Ana Cristina que já conhecia a Africa do Sul. 4 horas de espera no aeroporto e la vamos nos viajar de South African Airways por mais 9 horas. Nada comparado a TAAG (Transportes Aéreos de Angola), estamos falando de outro nível de atendimento e conforto. Chegamos em Johannesburg, uma espécie de São Paulo sul-africana. De Johannesburg, mais 1h40 de voo para Cape Town, considerada o Rio de Janeiro sul-africano, em termos turísticos. A capital do pais eh Pretoria, nossa Brasília.

Apesar do otimo serviço de bordo, a South African tem fama de perder as malas dos passageiros. E adivinha quem foi a sorteada? Eu mesma! Se bem que a Ana Cristina também ficou sem mala, mas a dela chegou um dia depois, na quarta. A minha chegou no ultimo dia de Cape Town, na sexta.

Já saindo do aeroporto aquele primeiro baque: as pessoas dirigem do lado oposto. Motorista no lado direito do carro e carro no lado esquerdo da pista. Muito estranho, eu não conseguia parar de fazer piadinhas sobre isso. Bom, isso eh o resultado da colonizacao inglesa que, sem exageros da minha parte, caprichou (exceto pela questão do racismo, eh claro!). A cidade eh organizadíssima, limpa, bonita, as pessoas são educadas, felizes e de bem com a vida. Pra quem já passou uma temporada em Angola, aprende a valorizar estes itens rapidinho. Fora que a gente nem lembra que esta no continente africano de tanta gente branca, loira, de olho azul e bochecha rosa.

Em Cape Town há poucos negros, talvez por ser uma cidade mais turística e voltada para a classe alta. Eh possível encontrar negros apenas atrás dos balcões. Na Africa do Sul ainda há resquícios do racismo e ainda eh nítida a separacao de classes: brancos – classe alta, mestiços (indianos e outros povos) – classe media e negros – classe baixa. Depois de visitar a Africa do Sul aquele conceito de afro-descendentes caiu por terra. Vc tambem pode ser branco cor de neve e ser africano. Chamar so o negro de afro-descendente eh racismo! Ai que polemica, rsrs.

Ficamos hospedadas num flat no Sea Point, no prédio mais alto da orla. Na frente, uma vista perfeita para o mar e para a maior piscina de agua salgada do mundo. Atrás, vista para a montanha Heads Lion e varias casinhas bonitinhas. Não havia melhor lugar para ficar, mas nossos planos não era ficar em casa. Deixamos nossas coisas la e partimos para o Water Front pra almoçar.

Nem sei se posso fazer essas grotesca comparacao, mas o Water Front eh uma espécie de Aeroclube de Salvador. Já estou um pouco arrependida de ter feito a comparacao, rs. O Water Front eh maravilhoso! Um grande ancoradouro com shopping, restaurantes, hotéis, lojinhas de artesanato, etc. Eh lindo e muito alto-astral. Almoçamos num restaurante grego e passeamos por la ate dizer chega. Eu tava tão cansada da viagem que não consegui acompanhar o pessoal que saiu pra jantar num restaurante indiano. Preferi dormir para recarregar as baterias para os próximos dias.

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